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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O QUE É LETRAMENTO?

Muitas dúvidas surgem quando deixamos de lado a palavra “alfabetização” e introduzimos o que para nós representa todo o trabalho desenvolvido na educação infantil “letramento”.
Nas primeiras reuniões com os familiares explicamos o que representa essa palavra diante do cotidiano do CEMEI e ao se deparar com os diferentes registros feitos das atividades realizadas, as dúvidas acabam e no lugar delas surge o encantamento pelo número de experiências de vida que são vivenciadas diariamente pelas crianças.
Em 1996, uma estudante norte americana de origem asiática escreveu o poema “o que é letramento”, que vem de encontro com o que acreditamos e desenvolvemos diariamente.




O que é Letramento? (Texto adaptado)

Kate M. Chong


Letramento não é um gancho em que se pendura cada som enunciado,

não é treinamento repetitivo de uma habilidade,

nem um martelo quebrando blocos de gramática.

Letramento é diversão

é leitura à luz de vela, ou lá fora, à luz do sol.

são notícias sobre o presidente, o tempo, os artistas da TV e mesmo Mônica e Cebolinha nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito, uma lista de compras, recados colados na geladeira, um bilhete de amor, telegramas de parabéns e cartas de velhos amigos.

É viajar para países desconhecidos, sem deixar sua cama, é rir e chorar com personagens heróis e grandes amigos.

É um atlas do mundo, sinais de trânsito, caças ao tesouro, manuais, instruções, guias e orientações em bulas de remédios, para que você não fique perdido. Letramento é, sobretudo, um mapa do coração do homem, um mapa de quem você é, e de tudo que você pode ser.
Um grande abraço!
Professora Fabiana

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

APENAS BRINCANDO


Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,
Por favor, não diga que estou APENAS BRINCANDO...
Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas,
Por favor, não fique com a idéia que estou APENAS BRINCANDO...
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia!
Quando estou pintando até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,
Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está APENAS BRINCANDO...
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Eu posso ser um professor ou alguma professora algum dia.
Quando você me vê procurando insetos nos arbustos,
Ou enchendo meus bolsos com todas as coisas que encontro,
Não jogue fora como se eu estivesse APENAS BRINCANDO...
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Eu posso ser um cientista algum dia.
Quando estou entretido com algum quebra-cabeça,
Ou com algum brinquedo da minha escola,
Por favor, não insista que é um tempo perdido COM BRINCADEIRAS...
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar em uma empresa algum dia.
Quando você me vê cozinhando ou experimentando alimentos,
Por favor, não pense que porque apenas me divirto, é apenas UMA BRINCADEIRA.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber diferenças.
Eu posso ser um chefe de cozinha algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo,
Por favor, não diga que estou APENAS BRINCANDO...
Eu estou aprendendo como o meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que eu fiz na escola hoje e eu digo: eu brinquei.
Por favor, não me entenda mal!
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para amanhã.
Hoje sou criança e meu trabalho é brincar!


Texto de Anita Wadley
Do livro Chicken Soup for the Unsinkable Soul
Jack Canfield e Marl Victor
Tradução para o Português: Ana Angélica Alban

quinta-feira, 6 de maio de 2010

MORDIDAS

Mordidas: agressividade ou aprendizagem?

O primeiro contato da criança com o mundo é pela boca e morder faz parte disso.
Ninguém gosta que seu filho seja mordido. Os pais da “vítima”, às vezes,
sentem-se culpados por deixarem seu filho correr num ambiente com tantas crianças.
Já os pais do mordedor, quase sempre, ficam envergonhados com o fato. Tanto a família do mordedor quanto a do mordido se sentem preocupados ou agredidas.


Mas o que significa a mordida?

O primeiro contato da criança com o mundo é pela boca.Você já reparou em um bebê de quatro meses? Ele leva coisas para a boca. Mãos, pés, todos os objetos ao alcance vão, mais cedo ou mais tarde, para a boca do bebê.
Ao colocar um objeto na boca, o bebê está experimentando este objeto. Está aumentando seu conhecimento sobre as coisas que o rodeiam. Começa a experimentar diferenças de peso, textura, tamanho, forma. Enfim, a cada bocada ele conhece um pouco mais o mundo ao redor!
A boca é um dos meios mais importantes para o bebê entrar em contato com o mundo. Além de usá-la para conhecer as coisas, o bebê a utiliza para outras formas de contato. Aceitar ou rejeitar alimentos é uma das formas. Chorar também.
Quando surgem os dentes, começam as mordidas. Vindo da boca, não podia ser diferente: a mordida também é uma maneira de conhecer o mundo. E é também uma forma de comunicação com ele.
Mordendo um objeto, a criança pode perceber muitas coisas. A diferença entre duro e mole, por exemplo. Também pode perceber a novidade que é o susto, o choro ou o espanto da criança mordida. Descobrir que a outra reage à uma grande aventura!
Morder pode ser fascinante. Tão fascinante que a criança pode querer repetir.
Quem será um mordedor?
Em nossa cultura, frequentemente expressamos carinho brincando com os dentes, sobretudo com bebês, fingindo morder.
Essas ações geram “modelos de imitação” para os pequenos. Eles utilizam esses modelos nas brincadeiras com outras crianças. Porém, ainda não sabem quanta força podem colocar na boca e também não sabem avaliar as conseqüências desse comportamento.
Isso não quer dizer que seja desaconselhável brincar com a criança usando a boca. Pelo contrário. Desde que respeitadas as particularidades e as sensações da criança, esses momentos podem ser muito afetuosos e de grande intimidade. É preciso apenas ir mostrando que ela pode acabar provocando dor e machucando outras crianças. Sobretudo aquelas que não estão com vontade de entrar na sua brincadeira.
A diferença individual também é importante nesta hora. A partir de experiências com os adultos e os objetos, cada criança vai construindo uma maneira particular de reagir.
Um beliscão, dado com a mesma força pode provocar reações diferentes em diferentes crianças. Um som alto pode não chamar a atenção de algumas, enquanto outras ficam extremamente irritadas. Isso também é válido para o toque, a tolerância à frustração, os sentimentos de ciúme, a busca de atenção ou a procura de exclusividade. Cada criança tem sua maneira de reagir frente aos conhecimentos.
Em situações em que se sente contrariada ou nas disputas de objetos, algumas crianças reagem de forma explosiva, mordendo, enquanto outras choram, na expectativa de que o adulto a ajude.
Muito comum é acontecer uma mordida quando uma nova criança entra num grupo de crianças. Pode ser que uma das crianças fique insegura ou com ciúmes da novata. Sem poder compreender direito, sem ter como organizar suas emoções, ela pode descarregar sua ansiedade na forma de mordida. Você já deve imaginar: em geral, o alvo é esta nova criança.

Importante é saber disto:

Seja qual o for o fator que leve à mordida, é preciso muito cuidado para não rotular a criança como “mordedor”. Quando se rotula uma criança, todos passam a esperar que ele volte a ter aquela reação. Mesmo que seja uma expectativa sutil, a criança percebe. Para ela, essa expectativa é marcante, e pode aumentar a ansiedade da criança. Esse aumento da ansiedade pode levá-la a dar novas mordidas. Se a mordida acontecer, reforça-se a idéia de que ela é mordedora. A expectativa aumenta, aumenta a ansiedade e ela morde mais uma vez. Um ciclo sem fim.
Mesmo que a criança não fale direito, alguma coisa da conversa dos adultos ela entende. Ela percebe o clima. Isso também pode acentuar seu comportamento de morder, com motivo ou sem motivo aparente. Por isso, se for preciso conversar sobre o fato, é melhor que não seja na presença da criança.
Na ocorrência de uma mordida, talvez o melhor seja tratar o fato com
tranqüilidade. É importante esclarecer, para a criança, a dor que se sente. Importante também é ajudá-la a encontrar outras formas de se comunicar. Mostrar possibilidades de expressar, através da fala e dos gestos, suas emoções.
É preciso compreender que esta é uma fase do desenvolvimento da criança.
Praticamente todas as crianças, entre um e três anos, em algum momento, usaram ou usarão tal conduta. Esse recurso praticamente desaparece quando a linguagem estiver mais desenvolvida.


Fonte:
Baseada no texto de:
Ana Maria Mello
Telma Vitoria

sexta-feira, 5 de março de 2010

BRINCAR É TRABALHO SÉRIO

No cotidiano das escolas ou em outros lugares em que as crianças estejam presentes, as brincadeiras surgem de forma espontânea. Um pedaço de madeira pode se tornar rapidamente um carro de corrida, um cabo de vassoura vira um cavalinho, a criatividade dos pequenos pode transformar a realidade em segundos em um mundo fantástico.
A ocorrência de um fato desconhecido ou que desperte diversos sentimentos, brinquedos entre outras coisas são temáticas que envolvem as crianças em brincadeiras e isso contribui com o desenvolvimento infantil, pois os ajuda a entender e assimilar a realidade, as relações e os próprios conflitos.
Tudo isso seria perfeito se não fossem as inúmeras restrições ao brincar colocadas por pais, educadores e por grande parte dos brinquedos modernos. A infância atual tem sido privada do brincar espontâneo, da brincadeira livre ora em nome da segurança, ora em nome da aprendizagem de conteúdos. O que não se tem percebido é que esse mesmo brincar pode ser fonte de inúmeras aprendizagens para criança e por vezes pode ser utilizado pelo professor.
Brincar é próprio das crianças, quando muito pequenas elas brincam com o seu corpo e a brincadeira atende as necessidades e as possibilidades de cada faixa etária, ou seja, a brincadeira acompanha a evolução da criança desde a mais tenra idade. Vão surgindo assim novas formas e objetos para brincar.
Ao brincar a criança vai se inserindo em uma cultura, internalizando conceitos, esse fato pode ser claramente observado quando as meninas cuidam de seus “bebês”, copiando as atitudes de sua mãe ou de outra pessoa que vê cuidndo de bebês. As crianças reproduzem o mundo em que vivem durante o brincar, portanto se as mesmas são chinesas elas não representaram em suas brincadeiras costumes próprios dos brasileiros.
Portanto, de hoje em diante, quando ouvir a criança dizer que só brincou naquele dia, não pense que esse foi um tempo perdido, pois enquanto brincava ela estava crescendo e se desenvolvendo e é isso, entre outras coisas, que faz da infância um período tão especial, afinal de contas, brincar é um trabalho sério.

Professora Ana Paula Agrupamento II B

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A RETIRADA DA FRALDA


A fralda normalmente é retirada por volta de um ano e meio a dois anos. Mas cada criança deve ser respeitada em sua individualidade.
É importante que a criança possua algumas habilidades: andar, nomear e compreender as palavras xixi e coco e entender que usamos o banheiro para isso.
A linguagem na época da retirada de fralda é importante para que ela possa pedir que quer fazer xixi ou coco.

Algumas dicas podem ajudar nesse processo que deve ser tranquilo para a criança e familiares:
Explique sempre o que acontece no banheiro de forma que a criança possa entender que aquele lugar é o ideal para fazer o xixi e o coco.
Deixe que ela veja quando você ou os irmãos forem ao banheiro. Os mais velhos são os modelos.
Presenteie a criança com um penico, e deixe no lugar em que ela costuma brincar. A criança deve explorar o penico e ser estimulada a sentar nele com roupa. Explique para que serve e brinque com ela. Se isso não for tranqüilo, ela pode ficar com medo de se sentar no peniquinho.
Quando a criança estiver familiarizada, coloque o penico no banheiro e passe as eliminações da criança da fralda para o penico na presença dela, sempre conversando e explicando o que acontece.
Leve a criança ao penico após as refeições ou horários que você sabe que ela costuma urinar ou evacuar. E na hora que acordar.
Aproveite a época de calor para retirada da fralda.
Comece deixando a criança de fralda durante o dia e oferecendo o penico. Coloque-a no penico, converse e brinque um pouco para que relaxe. Leve brinquedinhos ou livrinhos e permaneça ao seu lado para que ela adquira segurança.
Depois de uns dias, deixe-a durante o dia de calcinha e cueca e mantenha a fralda noturna. Use calcinhas ou cuecas fáceis de serem retiradas.
Com algumas crianças funciona deixar a torneira ou chuveiro aberto um pouco para ouvirem o barulhinho da água quando forem fazer xixi.
Nunca demore a ir ao banheiro quando a criança pedir. Respeite seus limites e capacidades.
Algumas crianças falam “xixi” após já terem feito. Isso é normal. Está aprendendo a nomear. Leve-a ao penico mesmo que já tenha escapado o xixi e fale xixi. Fique um pouquinho com ela no penico.
A criança tem um limite de no máximo 10 minutos para permanecer sentada no penico. Jamais a force a permanecer sentada. Se não fez o xixi ou o coco, retire-a do peniquinho e tente mais tarde.
Converse com os educadores da creche para que todos procedam da mesma forma e nessa época envie várias cuecas ou calcinhas e calçados a mais (às vezes o xixi escorre no sapato).
Nunca repreenda a criança quando escapar o xixi e jamais diga: “acabei de trocá-la e você fez xixi de novo?” Lembre-se que ela está aprendendo!! E o controle total pode demorar um pouco.
Festeje com a criança demonstrando alegria quando ela fizer xixi no penico. Isto trará satisfação à criança, pela conquista alcançada.
Jogue o xixi ou coco no vaso sanitário e mostre que usamos a descarga. Lave as mãozinhas dela, pois começará a adquirir novos hábitos.
Não se preocupe com as fezes. O controle dela é um pouco mais demorado.
Retire a fralda noturna após um tempo. Evite dar muito líquido antes de dormir. Prepara-se para encontrar a cama molhada no começo do treino da retirada das fraldas noturnas. Isso é normal. E pode demorar um tempo maior. Algumas crianças demoram até os 3 ou 4 anos para o controle noturno total.
Se precisar sair com a criança para passeios ou eventos, coloque a fralda, ofereça constantemente o xixi, levando-a ao banheiro e recoloque a fralda.
Tenha paciência e muito amor... Pode levar um tempo para que adquira confiança e controle.

Patrícia –Orientadora Pedagógica

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O PERÍODO DE ADAPTAÇÃO

O período de adaptação à educação infantil é muito importante, pois a criança passa por muitas mudanças ao mesmo tempo. Ela vivencia a “perda” por um espaço de tempo, do convívio de seus familiares e do aconchego de sua casa, para o contato com pessoas e espaços até então estranhos a ela.
Para os bebês e as crianças que permanecem em período integral na creche, ou que ingressam pela primeira vez na unidade escolar, esse período é ainda mais difícil, pois, ela precisa se acostumar também com horários, alimentação e espaços diferentes ao seu habitual.
No entanto, não é um período de adaptação somente para as crianças, como para todos os adultos que participarão de sua formação. Os familiares por sua vez, muitas vezes estão ansiosos, pois deixarão seus pequenos a cuidado de outras pessoas, podendo transmitir sua insegurança e ansiedade para eles.
Familiares e educadores devem fortalecer vínculos de confiança e parceria, que darão à criança tranqüilidade para toda sua formação na escola.
A adaptação da criança deve ser gradativa, levando em consideração as características individuais, pois cada um responde de maneiras diferentes às mudanças. Por isso, acompanhamos a adaptação dos pequenos com cuidado e aumento gradativo de horários até que ela esteja bem em seu novo espaço.
Algumas dicas para os familiares podem facilitar o período de adaptação:
- nesse período de adaptação não faça retirada de chupeta ou fraldas (ela já está passando por muitas mudanças).
- o choro na hora da separação é freqüente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na creche. Seja firme e não volte com a criança para casa porque ela chorou, pois ela sempre usará o choro para conseguir o que quer.
- jamais saia escondido da criança. Despeça-se naturalmente (nunca chore em sua frente, mesmo que estiver inseguro (a)) e diga que voltará para buscá-la.
- muitas vezes a criança precisa trazer de casa seus ”paninhos ou fraldinhas” ou brinquedos preferidos, assim como fotos de seus familiares. É uma maneira da criança fazer uma ponte de ligação entre a creche e a casa.
-não fale "se você ficar bem, eu trago um presente". Não troque bom comportamento por presentes, pois a idéia que fica para a criança é que a escola não é um lugar agradável e que ela precisa de recompensas para ficar bem.
- a ausência de choro, não significa que a criança não esteja sentindo a separação. Deixe as coisas acontecerem naturalmente.
- o responsável deve entregar a criança, colocando-a no chão ou no colo do educador e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo do responsável.
- mostre confiança na escola e em seus profissionais. Isso evita que a criança fique insegura e fortalece o vínculo com a escola.
- a recaída após a primeira semana é normal, pois antes tudo era novidade;
- é frequente o aparecimento de sentimento de culpa, insegurança e ansiedade por deixar a criança na escola. Se os familiares estiverem se sentindo dessa forma, o ideal é procurar a escola para as devidas orientações.

Patrícia - Orientadora Pedagógica



 
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